quarta-feira, 10 de agosto de 2011

CUIDADO COM O EMPREGO DO VIM INCORRETAMENTE

Acabo de começar a campanha do uso do VIM só como passado de VIR.
Eu vim do trabalho. Eu vim da rua.
Nem importa se o sentido de passado é bem recente:
Eu vim preparar o almoço com vocês (acabei de chegar).

Vamos usar a forma correta do verbo VIR:

Insisti para ele VIR mais cedo.
Vou falar para ela VIR.
Seria bom VIR depois da reunião.
Não vai dar para eu VIR amanhã.

Mais informações podem ser encontradas na dica 49 do Superdicas para manter seu Português em Ordem.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

domingo, 10 de julho de 2011

VIM/VIR

Vale a pena vim logo no começo para aproveitar a promoção.
Já falei para ele vim aqui o quanto antes.

É FÁCIL PERCEBER POR QUE ESSAS NÃO SÃO AS FORMAS CORRETAS DO VERBO VIR>. Se você fosse usar outro verbo no lugar do vim, ficaria assim:

Vale a pena chegar logo no começo para aproveitar a promoção.
Já falei para ele estar aqui o quanto antes.

Então, fale e escreva corretamente:

Vale a pena VIR logo no começo para aproveitar a promoção.
Já falei para ele VIR aqui o quanto antes.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Colocação Pronominal

SE LIGA, MEU!
Algum problema com a frase acima? Você entendeu? Numa linguagem bem coloquial, ela significa algo como fique esperto, esteja atento, amigo...
Não vamos comentar o verbo no modo imperativo. O que nos chama a atenção é a colocação do se no início da frase. O que só é possível na linguagem informal:
Te amo.
Me esqueça.
Lhe escrevendo, fico mais feliz.
Embora o pronome antes do verbo seja a tendência atual do português do Brasil, na linguagem escrita não devemos iniciar uma oração desse modo. O correto é:
Amo-te.
Esqueça-me.
Escrevendo-lhe, fico mais feliz

quinta-feira, 31 de março de 2011

IMPRESSÕES DA ÍNDIA II

Os homens andando de mãos dadas ou abraçados. Usando saias xadrez. Madras. Nada a ver com o xadrez escocês. Os casais lado a lado sem se tocar. Os enormes cinemas superlotados. A pedra de trezentos (?) quilos que se levanta pelas mãos dos fiéis. O encanto do encantador de serpentes. Dizem que a ponta da flauta é umedecida com urina de rato para atiçar a naja de cabeça achatada. Muito sem graça essa versão. O bicho serpenteando ao som da música combina mais com o ambiente, com o misticismo e a loucura desse país. Os monumentos de pedra. O Mahabarata esculpido em pedra cor de rosa e o mar cruel subindo para destruir tudo. Os banheiros de buraco no chão sem papel. Com a mão direita você come. Com a direita você se limpa. Todo indiano traz uma minichaleira na cintura. Descobrimos por quê. Os baby wipes limpaxam mãos e pés. Museus. Fortalezas. O túmulo de Gandhi.O adobe rosa. A culinária picante, saborosa, gostosa, variada, perfumada, prazerosa muda qualquer referência gastronômica anterior. Um desarranjo no começo até você se acostumar. De novo, é só fechar os olhos e começar a salivar. Hotéis de muitas estrelas e Ashrans acanhados onde todos têm que se virar para conseguir uma refeição que disfarce a fome de tantas horas em jejum. A ioga. O iogue. O Centro de Medicina Ayurvédica. Os gurus. Os maharishis. Auroville. A cidade do futuro onde se encontra terra de todas as partes do mundo. Utopia. O templo Baha’i , em Delhi, aberto a todos, condensa ensinamentos e rituais das 5 principais religiões do mundo. Utopia. A Mãe. A emoção por Sir Aurobindo. Os estrangeiros em Rishikesh. As crianças vendendo colares e disputando sua atenção. Contam a vida inteira e não desgrudam enquanto você estiver na área. A tática é ficar com um vendedor só o tempo todo. Ele se encarregará de afastar os outros. O divertido TucTuc, o táxi nacional, todo vazado. Chove em você, mas quem se importa? Riquixás do século XIX transitam à vontade naquele ir e vir que só os indianos entendem. O padre Joe Pereira em Mumbay com seus drogados e aidéticos praticando ioga. O inevitável cheiro de mofo no rastro das Monções.O ashram do Osho. Pessoas lindas, altas e loiras embrulhadas em panos cor de vinho.Exame de HIV obrigatório para o ingresso.O passeio no jardim proibido. Uma transgressãozinha não faz mal a ninguém. A árvore que abrigava mil fiéis. As stupas budistas em Sarnath, onde Buda recitou seu primeiro sermão. Monges vestindo açafrão, cabeças raspadas, caminhando. Em volta da stupa. Fizemos o mesmo. Plantamos bandeirinhas coloridas com pedidos pessoais e silenciosamente ouvíamos os sinos, os mantras e o vento. As sedas. Os toques. As lojas na calçada. De novo as cores. Os perfumes. O barbeiro cortando cabelo no meio da calçada. O movimento lateral da cabeça que confunde: é sim ou não? A música alta em qualquer canto, as buzinas intermitentes não para avisar ou aborrecer o outro. Só pra fazer barulho, mesmo. Aqueles deuses enfeitados, quase barrocos, nas fachadas dos templos. O elefante que pede moedas. Os macacos que somem com sua bolsa. Os aeroportos caóticos. Os mil carregadores disputando sua mala. De outro lado, silêncio absoluto. Reverente. Apenas sinos e incenso. O executivo escandalizado no avião: onde estão seus maridos? Os ocidentais casam-se por paixão. E por isso que os casamentos não duram, etc. e tal. Espanto. Não é que ele tem razão? Talvez a sinastria dos astros possa ajudar. Procura-se um astrólogo. Perdeu os óculos? Ali na esquina tem um oculista. Por mais ou menos vinte reais ele faz a consulta e, em uma hora, lhe dá óculos novos. Incrível simplicidade. Dor de cabeça? Nem pensar em comprar uma aspirina. Antes, a consulta com o farmacêutico. Depois, a prescrição. Gente extremamente supersticiosa e civilizada. Retrógrada e muito mais avançada do que pensamos. A tecnologia de ponta dos cientistas que comem com as mãos. Mais proximidade com o alimento. Mais facilidade para engoli-lo, senti-lo, saboreá-lo. Bichos de pequeno porte pendurados no que se assemelha a um açougue. Nem todo indiano é vegetariano. Depende da religião, do grupo. Verduras e legumes do dia. Quem precisa de geladeira? O cortador de legumes. Um sonho ocidental de consumo. Alguém vem à sua casa para cortar os legumes e deixar tudo pronto para uso. Um real por dia é preço razoável. Normalmente, os xudras é que fazem isso. A divisão por castas está banida da constituição desde.1950. Mas a segregação ainda existe entre os próprios integrantes de cada uma. Brâmanes (religiosos, estudiosos, sábios); Xátrias (militares e governantes); Vaixás (agricultores e comerciantes), Xudras (serviçais, artesãos, camponeses) e os antes excluídos, dálits ou párias que, segundo a tradição, não nasceram de nenhum membro de Brahma. Aqui também temos castas disfarçadas. Grupos que não se misturam na sua ignorância e miséria ou no seu pedestal de celebridade ou política. Nunca toque num brâmane nem num dálit. Num, por respeito. Noutro, por aversão. Medo de ser amaldiçoado. Nas ruas estreitas de Varanasi o comércio de pedras semipreciosas e tecidos alucinantes. Aquela multidão frenética adornada de faixas, cintos, xales, turbantes. Coisa mais simples um sári. Cinco metros de tecido em cima de uma calcinha e uma blusa colada e pronto. Sem zíper, botão, bainha, cós e sei lá mais o quê. Mostrar a barriguinha pode. Os ombros nunca. Um mergulho em água e sabão e minutos depois o traje está seco. Quarenta e tantos graus em maio. A pimenta, o gengibre para levantar os ânimos. Ônibus sem ar condicionado. Nenhuma cervejinha à venda. Só nos hotéis. A brincadeira com o nome do importante imperador Akbar. Pintava aquela sede e vinha o trocadilho inevitável: ah que bar! Regatas proibidas eram escondidas sob lenços e afins para não criar caso. As imensas lavanderias a céu aberto. O esgoto correndo nas ruas. O fausto dos hotéis. Ou tudo ou nada. Sem meio termo. As indecências esculpidas em Kajurao. O Kama Sutra. O urso dançarino infeliz na estrada fazendo (des) graça. Exploração. Uma lástima. As dançarinas se contorcendo no Gitananda Ashram. O lindo músico cego. Depois, Katmandu com aquele olho assustador de Buda no alto da montanha. A cannabis plantada na estrada e nos jardins. Os hippies tardios desfilando chapados. A infeliz Kumari, menina deusa de olhos tristes confinada em seu palácio. Seu destino é ser adorada pelo povo sem nunca poder amar. Solidão. Como tantas princesas por aí que não conseguem sair de seu castelo. O vôo na cordilheira. O Himalaia bem debaixo do nariz. Calado e imponente se exibindo para um grupo que quase não respirava. A retomada da feminilidade. A mulher como centro da família. Fato distante irrecuperável.
O retorno. A adaptação difícil. A intuição aguçada vendo o que antes estava disfarçado. Vontade de ir de novo e não voltar mais.

sábado, 26 de março de 2011

NÂO SE PODE IR À ÍNDIA E FICAR INDIFERENTE. POR ISSO, COMPARTILHO A PRIMEIRA PARTE DE MINHAS IMPRESSÕES SOBRE A ÍNDIA.

Índia de muitas cores, perfumes, odores, fedores. Exagero. De gente. De barulho. De silêncio. De brilho e de sujeira. De luxo e de miséria. A descoberta do feminino. O vermelho esvoaçante do xale. O azul-dourado do sári. Os olhos do indiano escuro que te encara incisivo. As pulseiras douradas nos tornozelos encardidos. As flores nas barracas de rua virando enfeite para maravilhosos cabelos negros. O sadu seminu esmolando com um sorriso desdentado. A reverência ao santo. Ao macaco. À vaca. O ônibus para. Enquanto a vaca não acabar de pastar no meio da avenida, ninguém anda. Atravessar a rua é viver um videogame. Não se sabe para que lado ir nem de que lado os outros vêm. O vendedor de bolinhos sentado em lótus na calçada prepara a massa e a vai fixando em rodelas como feridas brancas nas pernas imundas. Depois, um óleo bem quente transforma aquela pasta nojenta em crocante e perfumado quitute. Que todos comem avidamente usando um pedaço de jornal como guardanapo. E enchendo de pimenta. Um elefante enfeitado vira a esquina. O cornaca todo enrolado num traje suntuoso mantém uma postura ereta e decidida. Mais alguns quarteirões e um cortejo festivo avança em sua direção. É um casamento. A casa do noivo está aberta para quem quiser. Como abertas ficam as casas daqueles que estendem seus lençóis na calçada para dormir nas noites de calor em Pondicherry. Ou você anda no meio da rua ou vai pedindo licença como se estivesse brincando de amarelinha. De repente uma explosão. Hinduístas e muçulmanos não conseguem se entender. O cheiro do mercado entorpece. Aromas delicados, fortes, doces, intraduzíveis vão entrando nas suas narinas causando uma vertigem de prazer. Marcando suas células para sempre. É só fechar os olhos, viajar um pouquinho, para que a sensação volte. O cheiro dos mares. De um lado, o oceano Índico, de outro, o Mar da Arábia. E as cores? Elas têm vida. Daquelas tinas emanam espectros que se infiltram nos seus olhos. Tonalidades diversas e alucinantes de vermelho, azul, amarelo e todas as combinações possíveis. Desvairamento incontrolável. Os caracteres gráficos sempre dançando e se metamorfoseando. A caligrafia de Goa não tem nada a ver com a de Delhi que não tem nada a ver com a de Mombay que não tem nada a ver com a de Chennai, apesar de haver uma língua oficial, o híndi. A todo momento se ouve algo parecido com inglês que qualquer garotinho fala: one dollar, cheap madam, take it, please. Palácios abandonados. Faltou água. Os aposentos ricamente decorados do harém. Dá vontade de ser a preferida do rei. Deuses enfeitados nos templos. O ritual do guardião : lavar as imagens com ghi, uma espécie de manteiga, e depois vesti-las durante o dia para que recebam seus fiéis no melhor dos trajes. Ao fechar o templo, suas roupas são retiradas. Na frente das casas, mesmo nas mais miseráveis, há uma mandala desenhada no chão ou na porta. Reverência, respeito, proteção. Intenções mais assinaladas nas inaugurações, ou mesmo na recepção dos hóspedes nos hotéis, por Ganesha, o deus com cabeça de elefante, protetor dos lares, portador da alegria. Quando menino, teve sua cabeça cortada por causa do ciúme do pai, o poderoso Shiva. Ao ver o desespero da mãe, Parvati, Shiva ordenou aos deuses que restituíssem a cabeça da criança dando a ela o aspecto da primeira criatura que passasse. Adivinhe o que foi. As testas marcadas até dos executivos com duas linhas paralelas na horizontal (devoto de Shiva) ou na vertical (devoto de Vishnu). O brilho do Taj Mahal sob o luar. O choro do grupo emocionado ao ouvir a grande história de amor do imperador Shah Jaha .e de sua amada esposa que morreu ao dar à luz seu 14º. filho! Ele queria fazer um túmulo para si, no mesmo estilo, só que em mármore negro. Mas o filho mais novo, justamente aquele que não conheceu a mãe, bloqueou os gastos incalculáveis da futura obra e confinou o pai num palácio lindo e triste, do outro lado do rio. E o imperador morreu contemplando pela janela o mármore branco do Taj Mahal onde jazia sua Mumtaz Mahal “a eleita do palácio”. As pedras preciosas, antes incrustadas nas paredes, roubadas pelos ingleses e outros. As imitações dos ambulantes. Milhares de histórias, de deuses, de religiões. Urubus sobrevoando altas torres indicam que algum parsi acabou de falecer. O corpo humano tem que servir até o fim. Por isso, fica exposto lá no alto para alimentar as aves. Parece que tal hábito está, aos poucos, sendo banido. Jainistas que quase não abrem a boca para não correr o risco de engolir algum inseto por engano. Totalmente ahimsa, a não-violência. Outra prática milenar que está em extinção é a cremação pública. Só os ricos têm poder aquisitivo para comprar a madeira especial, certificada pelo governo, que alimenta as piras. Hoje existem fornos crematórios. Mais práticos. Menos reverentes. Pegar um barco no Ganges ao amanhecer é outra experiência que se fixa nos seus neurônios, como sanskaras, e nunca mais sai. O silêncio, as cores ainda tênues do sol (ah, as cores!), o cheiro de madeira queimada, incenso, especiarias...E mais sorrisos. Principalmente diante de uma máquina fotográfica. O indiano tem paixão por se deixar fotografar, por fazer parte de seu álbum de recordações. Bom é levar uma Polaroid para retribuir o retrato na hora. Arunachala, a montanha encantada de Sri Ramana Maharshi. O valor de um sabonete ou xampu de hotel para aquelas meninas enroladas em lindos panos sujos. Canetas e lápis são disputadíssimos. Saiona comprida e sandália com meias. Breguice confortável. As meias protegem do piso ensebado. Vamos deixando roupas pelo caminho. Uma camiseta aqui, uma saia acolá. As malas saciadas com as compras não reclamam. As jóias. O ouro presente nos braços, orelhas, narizes até dos mais pobres.
Há sempre uma saída para honrar a beleza, ainda que escondida atrás de nódoas que marcam a pele como mapas.

terça-feira, 22 de março de 2011

segunda-feira, 21 de março de 2011

Fichário SOS - Língua Portuguesa - Apoio Gramatical

Fichário SOS - Língua Portuguesa - Apoio Gramatical

ABNL Ed., SP, 1996



São 51 fichas, elaboradas por Edna Maria Barian Perrotti, Doutora em Língua Portuguesa pela PUCSP, e Marilena Esberard de Lauro Montanari, Mestre em Comunicação e Semiótica, pela PUCSP, que abordam temas como: acentuação, colocação pronominal, concordância, crase, horas, numerais, ortografia, pontuação, regência verbal e nominal, uso de mal/mau, porquês, siglas, abreviaturas, verbos e outros.

DAMAS DE OURO E VALETES ESPADA

Superdicas Para Manter Seu Português Em Ordem
Autor: Perrotti, Edna M. Barian; E. de Lauro Montanari, Marilena
Editora: Saraiva
Categoria: Linguística / Português
O certo é “A jovem se maqueia” ou “A jovem se maquia”? Devemos dizer “Faz cinco anos” ou “fazem cinco anos”? É “para mim fazer” ou “para eu fazer”? É correto escrever “Ele é um dos que trouxe o livro” ou o certo é “Ele é um dos que trouxeram o livro”? Quantas vezes você já não teve uma dúvida dessas? E, na tentativa de resolvê-la, quantas outras já não encontrou ao consultar uma gramática? É muito comum as pessoas titubearem na hora de falar ou escrever, por causa de um verbo, de uma concordância, da grafia de uma palavra.

DÚVIDAS DE PORTUGUÊS?

CURSOS:

SOS – Língua Portuguesa
SUPERDICAS PARA MANTER SEU PORTUGUÊS EM ORDEM
  
RECICLAGEM GRAMATICAL E QUALIDADES DO TEXTO

                  A GESTÃO DA QUALIDADE NA PRODUÇÃO DE TEXTOS